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Rio+20 e a hipocrisia velada

27 jun

Após 20 anos da realização da ECO-92, o Rio de Janeiro recebeu a Rio+20. Proporcionada pela Confederação das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, os temas principais foram a economia verde em relação ao  desenvolvimento sustentável e à erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

            Representantes de quase todo o mundo compareceram. Apenas o Grupo dos 7, composto por Estados Unidos, Itália, Reino Unido, Alemanha, Japão, Canadá e França se abdicou em participar ( a França compareceu).

            Os países desenvolvidos acreditam que não podem impedir que as grandes indústrias, por exemplo, poluam o Meio Ambiente. O progresso depende da agressão desenfreada ao próprio habitat. Por isso, as superpotências nem deram as caras por aqui.

            A exemplo dessa atitude, existe o Protocolo de Kyoto, aberto para assinaturas em 1997, e em vigor desde 2005, que versa sobre as regras para a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera o que ocasionaria o aquecimento global. Na sua gênese, houve uma tremenda discussão, pois os Estados Unidos, maior potência mundial, declarou ser contra a limitação da industrialização em prol da Natureza.

            Dessa forma, iniciaram-se outros debates que tentaram responder ou apresentar soluções aos países poluidores. Seria inadmissível saber que a Terra esteja em extremo processo de degradação e não fazer nada para conter o problema.

            No entanto, países poluidores, como China e Estados Unidos, se recusam a assinar qualquer tipo de proteção ao Meio Ambiente, somente as discussões acaloradas e apaixonadas ocorrem pelos cantos do mundo. A maior, na Conferência Rio+20.

            Sabe-se que os poluentes proferidos pela China já atravessaram, principalmente pelo ar, os quatro cantos do planeta. E, mesmo assim, com essa invasão de território pela sujeira, continuamos vendo pelos canais televisivos a névoa escura que cobre os orientais. Não há previsão nem interesse em diminuir o que pode ser o caos no futuro.

            A Rio+20 causou uma boa impressão no mundo, mas duvido que alguma providência possa ser tomada. Ademais, qual país vai querer deixar de crescer economicamente para proteger o Meio Ambiente?  Nenhum. Para mim, a tal conferência não passou de uma proposta política cuja hipocrisia velada deu o tom da inércia dos governos em não querer proteger absolutamente nada… a não ser o próprio bolso.

As sacolinhas são um saco!!!

25 abr

               Se eu apontar o povo brasileiro como inerte por natureza, que se parece com o gado ao ser tocado pelo peão de boiadeiro e que aceita tudo sem protestar estarei chovendo no molhado. Mais óbvio que isso é dizer: nossos políticos são corruptos, o sol nascerá amanhã e o Imposto de Renda é um absurdo.

            Um caso que chama a atenção atualmente é a polêmica retirada das sacolinhas dos supermercados. Para mim, tudo é motivo de muita hipocrisia. Recordo-me da palhaçada quando se assinou a obrigatoriedade de se portar um quite primeiros-socorros nos automóveis. Mesmo que o motorista não tivesse a menor noção de como agir num caso extremo, haveria a necessidade de se carregá-lo.

             As vendas desse material aumentaram muito, grandes empresários lucraram em demasia, já que a obrigatoriedade nos fez gastar dinheiro para comprar uma caixinha com tesoura, gaze, luvas e esparadrapo. Meses depois caiu a decisão e ninguém foi ressarcido. O mesmo acontecerá com as bolsas ecologicamente corretas. Já, já essa lei que proíbe as sacolinhas pode cair e um monte de gente que comprou aquelas bolsas nada práticas ficará a ver navios.

            O caso das sacolinhas é um blefe enorme. Os supermercados não foram proibidos de oferecê-las, mas, sim, de dá-las. Por que a que degrada o meio ambiente é apenas a que é dada e não vendida? Tudo o que há para ser comprado nesse ramo é embalado em plástico. Mas a bendita sacolinha é que sofreu a sanção. Por que não continuaram cedendo as oxibiodegradáveis? Exatamente porque o consumidor deverá comprá-las.

            Esse papo de que degrada o meio ambiente é uma balela. Se tudo no supermercado é embalado em plásticos, a tal é o de menos. Deveria-se regrar a quantidade de sacolinhas entregues aos clientes, porém não deixar de fazê-lo. Nem haveria a necessidade de leis para isso; bastavam os gerentes dessas empresas atuarem firmes.

            Ademais, os preços das mercadorias não baixaram. Os supermercados estão economizando por comprar poucas embalagens e ainda vendendo as que adquirem. Só nós, os consumidores, temos que nos virar para transportar os produtos.

            Brasil, o país dos lixos nos rios, da falta de fiscalização, desperdício, desigualdade social, desmatamento, poluição (água, terra e ar), falta de conscientização… e os caras vão se importar com as sacolinhas! Saco!