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Eu queria ser um super-herói

13 nov

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Sou fascinado por super-heróis e vilões. Desde a mais nobre essência artística da criação até as transformações que ocorrem com o tempo. Creio não existir uma única pessoa que nunca tenha se visto na pele de um ser com superpoderes. Crescemos assim, acreditando que o bem e o mal vivem juntos e são necessários para cobrir as lacunas da nossa existência. Essa visão maniqueísta nos é apresentada desde que começamos a nos formar como pessoas. Quando crianças, precisamos ser bons, pois o bicho-papão pode vir nos pegar. A Igreja prega o conflito constante entre Deus e o Diabo etc. Assim, grande parte da nossa capacidade de pensar converge nessa visão antagônica de qual caminho seguir.

            Inúmeros super-heróis nos abastecem com histórias lúdicas. Podemos vivê-las, imaginando quem gostaríamos de ser. O maior criador desses tipos de personagens é Stan Lee. Nascido em Nova Iorque em 1922, criou os principais personagens da Marvel Comics, transformando-a na maior empresa do ramo no planeta. Sua concorrente direta é a DC Comics.

            Lee criou personagens mais complexos, cômicos e humanos. Desses que somam seus poderes aos problemas diários, como precisar pagar uma conta e não ter o dinheiro para isso. Algumas de suas criações são: Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Incrível Hulk, X-Men, Homem de Ferro, Demolidor etc.

            Reverencio o criador e as criaturas, pois quem não gostaria de ter uma armadura de ferro (na realidade titânio) ou uma força que lhe oferecesse a capacidade de ser indestrutível?

            Confesso que preferiria o poder do professor Xavier, evidentemente longe da cadeira de rodas. Imagine-se com o poder de mudar o mundo com a força do pensamento. Não há outro herói que possa derrotá-lo. Além disso, quantas coisas maravilhosas poderíamos fazer, como acabar com uma guerra?!

            O objetivo principal de se criar um herói é fazer com que o ser humano comum tenha a lacuna da impotência ou da incapacidade preenchida. Tudo o que não conseguimos fazer, eles conseguem com facilidade. E nem por isso deixamos de ser heróis do dia-a-dia. Cuidar da família, trabalhar duro para o sustento, pagar impostos… Haja poder para tudo isso. Queria ver se o Homem de Ferro conseguiria ministrar 14 aulas num dia ou se o Batman teria a capacidade de permanecer acordado por toda a noite preparando provas ou aulas. Cada um como seu superpoder.

“Os Vingadores”

10 maio

Os heróis fazem parte da nossa vida desde quando começamos a interagir com histórias em quadrinhos e desenhos animados. Cada um de nós sentiu de imediato a vontade de ser um deles, ou mais de um. Confesso que sempre desejei ter as habilidades do Batman, que nunca precisou de superpoderes para consertar o mundo, apenas de algumas invenções.

            Também gostaria muito de ter a capacidade de controlar o pensamento das pessoas, como o professor Xavier, dos X-Men: tenho certeza de que eu ajudaria o mundo a ser bem melhor. O Sarney, por exemplo, a essas horas, estaria jogando gamão numa casinha simples em Amapá, Estado que ele escolheu apenas para se eleger.

            O vilão Coringa também me chama a atenção por não precisar de nada, a não ser da inteligência para fazer o que bem entender. Se for certo ou errado, a perspicácia deste anti-herói deve ser celebrada.

            Mas os heróis do momento que estão movimentando as telas dos cinemas do mundo todo são “Os Vingadores”. Essa legião foi convocada para botar fim às mazelas e destruições causadas pelo vilão Loki. Thor, Homem de Ferro, Hulk, Viúva Negra, Capitão América e Gavião Arqueiro, cada um com seus poderes para parar o inimigo alienígena.

            O excesso de heróis não deixa a trama menos envolvente. Cada um tem o seu papel fundamental e atua magistralmente para que o enredo flua de forma agradável. Os espectadores não saem cansados depois das duas horas e 15 minutos de muita ação e comédia.

             Quando os heróis saem lutam entre si, o filme chega a alcançar o ápice. Quem tem mais poder? Qual pode derrotar o outro? Algum invencível? O martelo do Thor, o escudo do Capitão América, a força colossal de Hulk, o arco e as flechas do Gavião Arqueiro, a habilidade na luta da Viúva Negra e a armadura do Homem de Ferro são deleites à parte.

            Como entretenimento, o filme “Os Vingadores” é a melhor opção dos cinemas. Faz-nos lembrar da nossa infância e ainda nos causa certo furor em torcer por um ou outro.

            Loki não é um vilão à altura, mas deixa sua marca como escada para os benfeitores. Vale a pena conferir esse blockbuster. E fique mais um pouco depois dos créditos. Há mais a conferir.