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Até onde vai chegar o Estado Islâmico?

19 nov

Paris

O mundo entrou em choque com os atentados terroristas na França, nos quais dezenas de pessoas morreram por questões ideológicas e religiosas. Os membros do chamado Estado Islâmico, que compreende regiões entre Iraque e Levante e Iraque e Síria, a partir de 2014, decidiram que iniciariam um califado a fim de converter todos ao islamismo e a maioria deveria ser sunita. Aqueles que não obedecerem às normas são torturados, mutilados e mortos.

            Homossexuais foram atirados de prédios, pilotos de aviões de guerra de outros países e jornalistas tiveram as cabeças decepadas, outros foram colocados em jaulas e afogados numa piscina, outros tiveram um cordão explosivo amarrado nos pescoços, outros queimados vivos; tudo isso filmado, documentado e divulgado para todo o planeta.

            O regime de terror assusta a comunidade internacional. Desde os atentados em 2001 às Torres Gêmeas em Nova Yorque, há um estado de alerta constante. Mesmo com a retirada do poder, pelos Estados Unidos, da Al-Quaeda, organização liderada por Osama Bin Laden, responsável pelos ataques, outras facções surgem em nome de Alá, Maomé ou seja lá quem for.

            Ouvi algumas pessoas afirmando que haverá uma terceira guerra mundial, o que é impossível. Não há uma divisão do mundo em duas partes, ou melhor, as potências não estão se contradizendo. Praticamente todos os países estão contra o tal Estado Islâmico e devem criar uma frente de batalha para extingui-lo do mapa. Os ataques começaram.

            O que mais aflige é o fato da França ter sofrido dois ataques em um ano. É o único país da Europa que vive essa situação. Dois motivos são relevantes: este país é o que tem mais muçulmanos em seu território e, pelo que parece, não há estratégias de defesa permanentes contra o terrorismo. Desde o triste episódio envolvendo o jornal Charlie Hebdo, o país deveria ter se reestruturado.

Os terroristas acreditam que seus atos são em nome do seu líder religioso e veem o ocidente como o satã. Acreditam que as atrocidades que cometem sirvam de exemplo para os que não seguem sua religião. Aliás, segundo o conceito de religião, que vem do latim “re-ligare”, esses facínoras passam longe.

O mundo pode se unir para acabar com isso. Toda e qualquer crença é bem aceita desde que não fira outras pessoas. A simbologia da morte tão presente nesses casos deve desaparecer. A paz, que nunca existiu em sua acepção, deve, ao menos, proporcionar a tranquilidade que todos merecemos. Além disso, o Brasil entrou na rota do terrorismo a partir do discurso da presidente Dilma, que afirmou, acertadamente, que isso precisa acabar. É o preço que poderemos pagar para buscar a harmonia. A pergunta que fica é: até onde vai chegar o Estado Islâmico?

Sete pecados capitais

22 jul

001 - 7 Pecados Capitais

Esse mundo está cada vez mais esquisito. Quanto mais tentamos interpretá-lo, mais confusos nos tornamos. Os valores humanos estão totalmente revirados. Cultua-se o que há de mais podre, critica-se o indiscutível e importa-se com princípios que deveriam ser encarados como irrelevantes. Os sete pecados capitais podem nos dar uma ideia do que ocorre.

          Ira: as relações político-religiosas hoje, em algumas regiões do planeta, são confundidas com a morte. O Estado Islâmico é o maior exemplo de fanatismo que corrói até os corações mais frios. Executar por justiça divina é um absurdo nos tempos modernos. As guerras são o ponto de apoio para se estabelecer a paz. Uma antítese que pode até ser considerada um paradoxo.

          Soberba: as divisões de classes entre ricos e pobres ferem os princípios morais e éticos de uma sociedade. O papel impresso chamado dinheiro torna homens deuses em seus próprios altares, como se o orgulho do material fosse um dom para a existência terrena. Muito dinheiro pode tornar as pessoas preguiçosas de espírito.

          Luxúria: o sexo está em todas as mídias. As músicas, inclusive com crianças cantando, incentivam uma prática tão linda entre duas pessoas que não deveria ser tão ridicularizada e exposta massivamente. Sexo, hoje, é banal.

          Gula: ninguém recusa o abuso de se reunir nos finais de semana e encher a cara. Não julgo ninguém por isso, mas muitas vezes tal ato pode prejudicar uma família inteira pela codependência, já que muitos não conseguem segurar a barra e caem no alcoolismo.

          Inveja: não há um ser humano nesse planeta que não sentiu inveja. Todos sentimos. Há dois tipos: a inveja que busca prejudicar o outro e a que apenas nos motiva a ter um bem que outra pessoa já tem. O consumismo nos levou a desejar muitas coisas e a mídia incentiva a termos tudo, até o que não precisamos. Quem compra primeiro é invejado.

          Avareza: muitos de nós temos mais do que precisamos para viver. A caridade é fundamental. A mão direita não precisa saber o que a esquerda faz e vice-versa. Quem ajuda não declara; o faz sem pretensões. Viver para a caridade deveria ser o lema de todas as pessoas.

          Vaidade: a busca por corpos perfeitos, ou os chamados padrões de beleza, leva pessoas ao fanatismo de destruir o próprio corpo com anabolizantes e, assim, acreditarem que estão no topo dessa tal estética padronizada. As academias estão cheias desse público que aumenta os músculos, mas atrofia o cérebro.

          Não quero julgar nada nem ninguém nesse texto. Apenas tento interpretar, superficialmente, fatos que acontecem hoje em dia. É preciso reflexão. A sociedade está cada vez mais definhada por valores que fogem totalmente da ética e da humanidade, no mais estrito sentido da palavra. Ser sincero, por exemplo, pode prejudicar; não concordar com erros grotescos de outras pessoas podem “queimar o nosso filme”. Mas continuo acreditando que a honestidade e a sinceridade são pontos fortes para que um legado iluminado possa surgir, mesmo que seja num futuro distante. É preciso termos cuidado com algumas pessoas que nos cercam. Os céus as enviam para nos testarem e, assim, provarmos que somos fortes para enfrentar qualquer desafio.