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Cultura da ignorância

5 jun

ignorancia_cultural

Todos os povos têm cultura, isso é inegável. A palavra significa todo um complexo de costumes, crenças e doutrinas seguido por um grupo de pessoas. Antigamente, em Roma, a palavra significava “agricultura”, ou seja, toda espécie vegetal cultivada pelo homem.

          Ambos os significados expõem contextos que desejo debater neste texto. Aquilo que emana ou é criado do homem, que se recicla e se mantém com o passar dos anos. A falta disso é um problema aqui no Vale do Paraíba.

          As cidades do Vale não oferecem elementos culturais a fim de que possam ser firmados conceitos importantes como as artes e música. O que temos de sobra e com boa qualidade são os cinemas das cidades maiores, mas que se limitam apenas a lançar filmes americanos, o que é compreensível, pois eles é que dão lucro.

          A cidade de Cruzeiro, por exemplo, tem alguns pontos culturais importantes, como o Teatro Capitólio e o Museu Major Novaes. O primeiro está fechado desde 2008 e, hoje, está totalmente deteriorado. Considerado um dos mais lindos da região, encontra-se depredado e com tapumes no lugar dos vidros. O forro está caindo, fruto da ação dos cupins. O segundo foi reformado pelo Governo do Estado, porém continua fechado. Marco histórico da fundação de algumas cidades do fundo do Vale, ainda conta com a boa vontade de gestores para voltar a funcionar. É possível que parte do acervo tenha desaparecido.

          Lorena tem uma excelente opção: o Teatro Teresa D’Ávila. Sob responsabilidade do talentoso dramaturgo Caio de Andrade, que já trabalhou na extinta Manchete e no SBT, oferece peças maravilhosas a um baixíssimo custo. Vão aqui nossos aplausos.

          Num contexto geral, não há nenhuma vontade política em incentivar a cultura. Vez ou outra há festivais gastronômicos por aí, mas é muito pouco pela importância em se expandir a mente do povo. Talvez seja pertinente aos governantes deixar a massa com preguiça de refletir sobre os problemas sociais. Tudo o que possa promover o raciocínio é tolhido com a desculpa da famosa falta de verbas. De um jeito ou de outro, não há perspectivas para que isso melhore, pois a ignorância no Brasil parece ser um “patrimônio cultural”; a começar pelos que detém o poder de mudar. Como diz a música de Zé Ramalho: “vida de gado, povo marcado, povo feliz”.

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“Os Vingadores”

10 maio

Os heróis fazem parte da nossa vida desde quando começamos a interagir com histórias em quadrinhos e desenhos animados. Cada um de nós sentiu de imediato a vontade de ser um deles, ou mais de um. Confesso que sempre desejei ter as habilidades do Batman, que nunca precisou de superpoderes para consertar o mundo, apenas de algumas invenções.

            Também gostaria muito de ter a capacidade de controlar o pensamento das pessoas, como o professor Xavier, dos X-Men: tenho certeza de que eu ajudaria o mundo a ser bem melhor. O Sarney, por exemplo, a essas horas, estaria jogando gamão numa casinha simples em Amapá, Estado que ele escolheu apenas para se eleger.

            O vilão Coringa também me chama a atenção por não precisar de nada, a não ser da inteligência para fazer o que bem entender. Se for certo ou errado, a perspicácia deste anti-herói deve ser celebrada.

            Mas os heróis do momento que estão movimentando as telas dos cinemas do mundo todo são “Os Vingadores”. Essa legião foi convocada para botar fim às mazelas e destruições causadas pelo vilão Loki. Thor, Homem de Ferro, Hulk, Viúva Negra, Capitão América e Gavião Arqueiro, cada um com seus poderes para parar o inimigo alienígena.

            O excesso de heróis não deixa a trama menos envolvente. Cada um tem o seu papel fundamental e atua magistralmente para que o enredo flua de forma agradável. Os espectadores não saem cansados depois das duas horas e 15 minutos de muita ação e comédia.

             Quando os heróis saem lutam entre si, o filme chega a alcançar o ápice. Quem tem mais poder? Qual pode derrotar o outro? Algum invencível? O martelo do Thor, o escudo do Capitão América, a força colossal de Hulk, o arco e as flechas do Gavião Arqueiro, a habilidade na luta da Viúva Negra e a armadura do Homem de Ferro são deleites à parte.

            Como entretenimento, o filme “Os Vingadores” é a melhor opção dos cinemas. Faz-nos lembrar da nossa infância e ainda nos causa certo furor em torcer por um ou outro.

            Loki não é um vilão à altura, mas deixa sua marca como escada para os benfeitores. Vale a pena conferir esse blockbuster. E fique mais um pouco depois dos créditos. Há mais a conferir.