Dilemas

9 mar

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Muitas vezes o certo e o errado se juntam e, subjetivamente, acreditamos que um ou outro é a maneira mais correta de se avançar na vida. O bem e o mal, o fácil e o difícil, a vida e a morte, são antagonismos que todos os seres humanos (e por que não dizer todos os outros animais também) vivem em todos os instantes de suas vidas. O que fazer? Como fazer? O que quero ser?

            Quantos dilemas infundáveis norteiam a formação do caráter. Por mais que tentemos e que nossas verdades tendam a ser absolutas, nunca conseguiremos agradar a todos. Isso sim é uma verdade indiscutível. Porém, o bom senso e a capacidade de discernir deveriam ser pontos cruciais na vida de qualquer ser pensante.

            Por que algumas pessoas se julgam donas da razão e se vitimizam quando as coisas não saem do jeito como gostariam? Por que também julgam outras pessoas como as causadoras de todos os seus infortúnios, sendo que elas mesmas são responsáveis pelos caminhos que trilham? Tudo seria mais fácil se cada um entendesse o seu real papel na sociedade, a importância que tem para o próximo.

            Quantas vezes fomos mal interpretados e responsabilizados pelos infortúnios de outras pessoas? Podemos errar sim, mas, às vezes, a inconsequência de atos impensáveis e, erroneamente encarados como incólumes, pode ser a peça-chave para tornar a vida mais amarga e insegura.

            Como sofremos com as desventuras dos outros!  Buscamos tanto a paz e, por muitas vezes, ela nos parece tão distante. O pensador Immanuel Kant afirmou com propriedade: “A felicidade não é um ideal da razão, mas sim da imaginação”. Ao que tudo indica, o ser humano é triste por natureza e, segundo o gênio, acontecem lapsos de felicidade, que pode ser ilusória.

            Essa interpretação pode ser pessimista, mas, ipsis litteris, é uma das mais pertinentes para muitas situações da nossa vida. E aí? O que fazer? Talvez a busca constante e incansável para ser feliz seja um fator imutável da existência humana. Se esse for o ideal, que seja feito. Espero que não vivamos sempre no intuito de sermos perfeitos, coisa que nunca seremos; sequer aguardemos o reconhecimento. Vivamos apenas!

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