Pela Europa

11 fev

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Desde criança tinha o sonho de viajar o mundo, mas, como vim de uma família simples, não tinha condições até lutar por conta própria. No final de 2015 e começo de 2016, consegui fazer um tour por cinco países: Inglaterra, França, Bélgica, Holanda e Alemanha. Foi uma vitória indescritível, já que a nossa cultura é bem diferente. Isso não quer dizer que seja melhor ou pior. Apontei algumas peculiaridades para expor nesse texto.

            Na Inglaterra, as pessoas são extremamente sérias com seus compromissos e nenhum atraso é visto com bons olhos, muito menos brincadeiras no ambiente de trabalho. Há um respeito muito grande à pessoa humana. Visitei os principais pontos turísticos de Londres e percebi o quão bem cuidada é a cidade. Para se ter ideia, alguns jardins são trancados (as grades são baixíssimas, porém todos respeitam os limites) e somente os moradores que cuidam podem usufruir do ambiente, como se fosse um condomínio. Além de tudo, a polícia não carrega armas; a população se sente mais segura assim. Por ter uma meda forte e por termos uma moeda comparativamente fraca, para nós é inconcebível pagar R$ 350 para andar dois dias de metrô.

            Na França, percebi que estava errado pensar que os franceses sentiriam-se ofendidos quando falássemos em inglês com eles. Pelo contrário! Foram muito amigáveis e atenciosos. Os pontos turísticos são maravilhosos, em especial o Palácio de Versalhes, Museu do Louvre, Torre Eiffel e Catedral de Notredame. A comida é um ponto específico que merece ser apreciada com calma. Simplesmente sensacional.

            A Bélgica me apresentou as pessoas mais cordiais que já conheci. São atenciosas conosco até mesmo andando pelas ruas de lá. Tudo isso regado a muito chocolate belga, cujo gosto é incomparável. Visitei, além de Bruxelas, Gante e Bruges, estas últimas com aparência medieval e com paisagem exuberante.

            A Holanda é um caso à parte. Se eu pudesse escolher um lugar para viver, certamente seria lá. As liberdades civis são respeitadas e vive-se muito bem. Em Amsterdã, cidade cercada por canais belíssimos, pude perceber o quanto as pessoas são iguais; ou o tratamento igualitário que é exemplar. Não se deve pensar que a perversão é o carro-chefe de lá, já que a maconha e o sexo são liberados para maiores de 18. Todos têm os mesmos direitos civis e os deveres são cumpridos.

            A Alemanha, país mais rico da Europa, me expôs um povo mais frio. É preciso procurar bastante para comprar algo mais barato, já que o custo de vida também é alto. O transporte público é algo a ser analisado pelos nossos administradores. Os ônibus, por exemplo, são adaptados para todas as necessidades e são munidos de televisores que indicam as paradas e os horários que os usuários chegarão. Além disso, não há catracas. Pode-se entrar por qualquer porta. Quem tentaria burlar um bilhete de ônibus que pode até ser comprado em terminais eletrônicos nos próprios pontos? Inclusive com cartão de crédito.

            O Brasil, apesar de ter uma cultura muito rica, ainda peca em alguns pontos, como a falta de igualdade em tratar os cidadãos por classe social. O transporte público aqui é digno de choro, mas, por incrível que possa parecer, o metrô paulistano é muito melhor do que os deles lá. Muito melhor organizado. Nosso clima também é maravilhoso e nosso povo é alegre pelas ventas. O que nos difere para pior é todo um sistema político que destrói todos os outros âmbitos sociais. Uma pena!

Uma resposta to “Pela Europa”

  1. Rhuan fevereiro 12, 2016 às 2:40 am #

    Muito bom texto Miguel, parabéns!!!

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