Reflexões de fim de ano

26 nov

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Todo final de ano é a mesma coisa. O sentimento de esperança impera até que se prove o contrário. O problema é que a vida sempre prova o contrário. A cada ano parece que os desafios são muito maiores e as incertezas são carros-chefes para as dúvidas que pairam em nossas cabeças.

          A globalização tornou o mundo mais dinâmico e exigente. As tomadas de decisões, muito mais rápidas e frias, levaram os seres humanos a não se preocupar tanto com os outros. O mundo está mais cinza. O que vimos no término das eleições presidenciais, por exemplo, foi reflexo da mesquinhez humana. A tal história de separar o Brasil em dois, ou segregar os “pobres” e os “ricos” deu nojo até nos porcos. Tão triste quanto foi receber vídeos de granfinos vomitando ofensas aos irmãos nordestinos pelo simples fato de a democracia ter prevalecido. É preciso saber viver… e perder.

          Vivemos uma era de egoísmo, que deixou de ser uma característica para se tornar uma doutrina. Hoje, existe a doutrina do egoísmo. Cada um luta por si; são poucos os que se doam. E tal doação não se restringe a dinheiro. Muito pelo contrário. Trato de doação de sentimentos, fé, força… e principalmente de gratidão.

          O egoísmo torna as pessoas ingratas. Difícil ver um abraço sincero em troca de um feito. Só vemos um “obrigado” e, depois, o esquecimento. As pessoas deixaram de ter fé. Também não digo fé em Deus. Afirmo termos fé nos próprios humanos; acreditar neles. Os seres humanos precisam de motivação. Não é possível que a racionalidade que nos diferencia não possa ser usada sempre para o bem!

          Preocupamo-nos com os amigos secretos, mas não com a felicidade alheia. Queremos comer as comidas típicas, mas não pensamos em saciar a fome de justiça. Amamos comprar presentes, mas não consumimos o prazer do altruísmo. Adquirimos roupas de marca e rotulamos as pessoas pela roupa. Está tudo muito estranho.

          Porém, mesmo diante de todo esse pessimismo, ainda tenho fé nas pessoas. Sei que podemos ser mais do que isso. Algo dentro de nós bate mais forte do que o egoísmo de sermos apenas números. Cada um de nós deveria crer que pode fazer algo grandioso, repleto de bondade e amor ao próximo. Que tal?

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