Andar com cautela – Texto escrito por Geovana Mara – Jornalismo/Fatea-Lorena/SP

8 maio

Geovana

O mundo tornou-se um ciclo dependente e egoísta de interesses, apesar do paradoxo de informações, o jogo pelo lucro como único objetivo comprometeu os veículos midiáticos. O dinheiro move a sociedade, então, o poder está com quem o possui, assim trabalha-se para ele. Nesse sistema centralizado e hierárquico, as informações são contidas e omitidas, para favorecer sempre o lado da minoria possuidora dos recursos financeiros. Logo, receber a informação o mais próximo possível de sua integridade é, atualmente, um trabalho de pesquisa.

O sistema capitalista transformou a vida em uma eterna busca pelo dinheiro, sendo assim, o objetivo de todos é alcançá-lo em maior quantidade possível. Já que a mídia tem o poder de colocar assuntos e temas em evidência; e assim formar opiniões a partir da reflexão do receptor, viu-se nela a possibilidade de induzir essas opiniões em prol de quem pode pagar por isso. Por trás de um grande veículo de comunicação, existe um grande investidor que paga por seus interesses que, quase sempre, beneficiam uma minoria. Esse investidor seleciona, juntamente com os comunicólogos, temas e informações que serão divulgadas e destacadas e, mais ditador que tudo isso é que essas escolhas já saem do rádio, televisão, jornal ou revista, com uma rota de pensamento a ser seguida.

Quem investe nesse setor está muito interessado no próprio benefício, e fará de tudo para alcançá-lo e mantê-lo, até mesmo passar informações de modo a prejudicar algum concorrente. Nesse fogo cruzado entre interesses e poder monetário, sabe-se que, atualmente, nenhuma informação é cem por cento confiável, dessa forma, o maior prejudicado é o receptor. O consumidor dessas informações, que antes da denominação dos interesses era expectador de muitas verdades compartilhadas, precisa filtrar tudo o que lhe é oferecido de informação, ou, quando este ainda não tomou consciência do que de fato ocorre na comunicação, ele absorve opiniões formadas, sem o direito de reflexão. Passa a transmitir as meias verdades que recebeu, e enfim, torna-se membro de uma nação de pseudo-conhecedores do mundo.

Apesar de existir a segmentação de alguns veículos de informações, para que seja possível saber qual o propósito dos dados que ali contêm, estes não conseguem se desatrelar da tendenciosidade. O produtor de um conteúdo noticioso, ou uma matéria proveniente de profundas investigações, acaba enviando o conhecimento, seja ele no formato que for, já com uma diretriz preconcebida que, mais uma vez, limita o conceito final do receptor.

Em suma, a alienação midiática é um fato que tem tornado a busca pela informação, dos que têm consciência dessa situação, um longo trabalho de pesquisa, que requer muito cuidado na escolha das informações. Além disso, o esforço para conceber a própria opinião, sobre determinado tema, pode ser comprometido pelas vítimas da alienação. Precisa-se, então, de um grande exercício para manter-se imune a tantas mentiras e poucas razões.

Uma resposta to “Andar com cautela – Texto escrito por Geovana Mara – Jornalismo/Fatea-Lorena/SP”

  1. Geovana Mara maio 8, 2014 às 1:28 pm #

    Professor! Muito obrigada por esta honra. Estar presente entre seus textos é um enorme orgulho pra mim.

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