Conhece o mundo virtual no qual seu filho navega?

22 ago

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Dia desses, numa de minhas aulas, um garoto pré-adolescente me chamou para uma conversa. Questionou-me se eu conhecia a “Deep Web”. Como, até então, eu nunca ouvi nem li nada a respeito, ele começou a contar como passava grande parte das suas tardes na internet. Tal fato me causou apreensão, pois as histórias que ele me contava eram assustadoras. O assunto não saía da minha cabeça e, ao chegar em casa, fui pesquisar a respeito.

            Conhecemos a internet convencional, que, segundo as fontes consultadas, representa apenas 25% do total, o restante faz parte da tal “Deep Web” ou “Hidden Web”, ou seja, a segunda representa uma enormidade do que existe no mundo virtual. Mas nem tudo são flores. Aliás, quase nada são flores.

            Ao me aprofundar mais no tema, percebi o quão prejudicial esse mundo obscuro pode ser. Nele, há pouca coisa a ser aproveitada. Na realidade, lá pode ser encontrado tudo aquilo que de mais podre sai da mente humana: pedofilia, canibalismo, assassinatos, venda de drogas e armas, terrorismo, zoofilia, necrofilia etc. Mas não é possível acessar essas porcarias por meio de um navegador comum. Há a necessidade de softwares especiais.

            Lá há uma imensidão de sites que ensinam a hackear, isto é, a ser um transgressor virtual. Ainda há de se tomar cuidado para que os próprios hackers não invadam o seu computador particular e furtem todas as senhas possíveis.

            Nossas crianças e jovens sabem muito mais do que nós a respeito de tecnologia. Ministram aulas a respeito. Celulares de última geração, que só atrapalham a educação, pois os pais permitem que os filhos os levem para a escola; ipads, iphones, computadores, laptops e tantas outras ferramentas que seria impossível competir caso não houvesse a exigência da disciplina nas escolas. Os pais contribuem, em grande parte, para possíveis fracassos dos filhos.

            Eu, na mais absoluta certeza, afirmo que nenhum responsável gostaria de saber que seu(sua) filho(a) navega num mundo virtual no qual há vídeos de pessoas sendo decapitadas, de estupros, pedofilia, execuções, drogas etc. Também, na mais absoluta certeza, creio que pouquíssimos (uma quantidade irrisória mesmo) pais fiscalizam o que os filhos fazem. Aí é que está. Não há psicológico que aguente tanta maldade, ainda mais quando o caráter e a personalidade estão em processo de formação.

            Mesmo nas “reuniões de pais e mestres”, com pedidos dos professores aos responsáveis para que os filhos não levem celulares para a escola, ainda assim o problema persiste, o que dirá pedir para eles fiscalizarem os filhos em casa.

            Será que você, responsável, conhece o mundo virtual no qual seu(sua) filho(a navega? Que mensagens ele(a) troca? Com quem ele(a) conversa? Quais as perspectivas de mundo que ele(a) está criando para si? QUEM É O SEU (SUA) FILHO(A)? Meu intuito, com esse artigo, é alertá-lo(a), responsável. Não podemos perder nossas crianças e jovens para o mundo vil. Juntos podemos educá-los para a vida.

Uma resposta to “Conhece o mundo virtual no qual seu filho navega?”

  1. Vinicius Moura agosto 23, 2013 às 1:07 am #

    Boa noite, professor. Ótimo artigo. Concordo plenamente com o fato de que os pais devem monitorar o ambiente no qual o filho navega e tudo mais, mas a “Deep Web” não é só um mundo onde todas essas coisas ruins saltam no rosto do usuário. O navegador da mesma é formado por tópicos, e as pessoas só acessam o que elas procuram acessar. Ainda que haja muita coisa ruim – que só é vista se a pessoa realmente quiser -, também há muita coisa boa. Por exemplo, o próprio dono da “WikiLeaks” compartilhava os documentos secretos pela “Deep Web”. Manifestantes e grevistas marcam eventos da mesma forma, para que não sejam descobertos. Filmes e livros clássicos já impossíveis de serem encontrados, podem ser achados nessa área escondida. Tutoriais diversos, e muitas outras coisas boas. O que se deve observar, de fato, é na criação de um filho para que o mesmo não desperte o interesse por esse tipo de atrocidade.

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