Os símbolos e a essência humana

20 mar

logosmetro21

O ser humano necessita de símbolos para viver. E a acepção desta palavra remete ao fato do anseio extremo de se confortar. Tudo o que acontece ao nosso redor é cercado por uma simbologia; toda ela criada pela mente humana como algo de suma relevância para se explicar a composição de cada um de nós.

            Respeito todas as religiões, mas a simbologia da Igreja Católica é imbatível no quesito tradição e beleza. A eleição do novo papa apresentou ao mundo um exemplo de organização e excentricidades. É tão tradicional que esse sistema de escolha papal acontece desde o século 13 – claro que com algumas modificações.

            Fumaça branca, fumaça preta, anel do pescador, tipo de aceno, discurso proferido, primeira missa, estola, trajeto a ser percorrido etc. Todos estes são símbolos apenas de tal eleição. São casos protocolares que prendem a nossa atenção.

            Não é só a religião que promove um verdadeiro arsenal de símbolos. No nosso dia-a-dia também nos conduzimos sempre a acreditar em alguma coisa representativa ou mesmo nos comunicamos dessa forma.

            Exemplos claros: uma mulher nunca se veste para seu companheiro, mas sim para suas “adversárias”. Cabelo, unhas, calçados, roupa, maquiagem… tudo para “confrontá-las”. Nos Estados Unidos, os nós das gravatas de colaboradores de grandes empresas representam os cargos que ocupam. As gueixas, no Japão, têm suas vestes específicas. O sombreiro dos mexicanos apresenta indivíduos de uma mesma comunidade, com costumes parecidos. Estes são alguns poucos exemplos de como a simbologia está presente nas nossas vidas.

            Os símbolos atuam de forma automática na cognição dos seres. Quando olhamos para uma vestimenta, marca, gesto, qualquer um desses e também outros elementos já atuam de forma significativa na leitura de ambientes pelo homem. O homem, segundo a teoria culturológica, é formado por uma aceitação de valores impostos pela mídia. Assim, desenha-se a essência de cada um de nós.

            Vejo cada ser humano como um esquema complicado, parecido com um quebra-cabeça composto por muitas peças. Cada pecinha forma uma lembrança, célula… a verdadeira essência. Sem comunicação não evoluiríamos, sem os símbolos não seríamos nós mesmos. Mesmo o mais incrédulo dos seres necessita de algo simbólico. Dessa forma, evoluímos e registramos nossa história.

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