Governador é condenado a 14 anos de prisão

21 dez

Infelizmente a notícia não se refere a um político brasileiro, mas a um norte-americano. Nos Estados Unidos, no caso, e em muitos países sérios, político corrupto não tem vez. A mais recente punição, exemplar por sinal, coube a Rod Blagojevich, ex-governador de Illinois. Segundo gravações do FBI (a Polícia Federal dos EUA) autorizadas pela Justiça, Blago, como é conhecido, expressou vontade em desviar verbas para a construção de hospitais, de estradas e, o pior de tudo, negociou a venda da cadeira do Senado deixada vaga pela vacância de Barack Obama, eleito presidente dos EUA.

           Nas conversas, o político esbravejava, falava palavras de baixo calão e prometia mundos e fundos a quem o ajudasse. Inclusive, quando negociava a cadeira no Senado – no caso dos EUA os senadores são escolhidos pelos governadores – Blago pediu em troca qualquer cargo que pudessem lhe oferecer, seja em ONGs, ministérios, secretarias etc.

            Três anos depois que as falcatruas foram divulgadas, Blago foi condenado a 14 anos de prisão. Seu advogado, no Tribunal de Justiça, afirmou que a pena levaria à desgraça as vidas das duas filhas do político, de 8 e 15 anos. O juiz respondeu: “ele deveria ter pensado nelas quando fez o que fez. Agora é tarde”.

Em fevereiro de 2012, começará sua pena numa prisão federal e só poderá sair da cadeia quando completar 85% da pena, ou seja, quando completar 67 anos. Trabalhará oito horas por dia e ganhará 12 centavos por hora. Nunca receberá a pensão de governador. Foi condenado a 18 acusações e detalhe: nunca recebeu dinheiro em nenhuma delas.

Outro governador, George Ryan, ainda cumpre seus sete anos de prisão por corrupção. É a primeira vez na história americana que dois governadores cumprem pena simultaneamente.

Outro caso interessante é o do ex-piloto Randy Babbitt, que ocupava o cargo de chefe da Federal Aviation Administration (FAA), órgão que cuida da aviação civil nos EUA. Ele foi pego pela polícia dirigindo alcoolizado. Não deu a famosa carteirada na polícia e humildemente pediu a exoneração do cargo, afirmando: “Não quero que nada ponha sob suspeita o extraordinário trabalho que meus colegas na FAA fazem 24 horas por dia, sete dias por semana”. Ele estava no auge da carreira.

Os exemplos deveriam servir de modelo ao Brasil. Aqui tudo se faz e nada se paga. Desde prefeitos e prefeitas ministros. Nenhum cargo está incólume às falcatruas. O máximo que aconteceu aqui foi a perda de mandato. Ninguém foi preso.

Há desvio de verbas, venda de cargos, apadrinhamento político, corrupção ativa e passiva, adiantamentos fantasmas… e tantos outros que seria impossível enumerá-los aqui.

Que os bons exemplos sirvam de lição, principalmente, aos eleitores para conhecerem seus candidatos. Ano que vem acontecerão eleições para prefeitos e vereadores. Não podemos deixar que lobos em pele de cordeiro ditem as regras e usem o dinheiro, fruto de trabalho suado do nosso povo, para regalias próprias. Eles devem limpar banheiros ajoelhados no chão.

 

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