O (novo) ENEM

22 set

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma importante ferramenta para se analisar a condição de ensino das escolas públicas e particulares do Brasil. O Ministério da Educação (MEC) investe milhões de Reais na produção e aplicação de tal prova a, aproximadamente, 5 milhões de jovens. O resultado, de uma maneira geral, foi pífio. Estima-se que nossos alunos tenham uma defasagem de 4 a 5 anos em relação aos estudantes dos países que se destacam nas provas internacionais, como Finlândia, China e Coreia do Sul.

Enquanto nossos alunos leem (quando leem) obras com de Raul Pompeia (não subtraindo os méritos do autor), o “mundo civilizado” lê Shakespeare, Hemingway e outros. Um chinês pode vislumbrar uma operação matemática criando a fórmula de imediato, enquanto o brasileiro muitas vezes não sabe as operações básicas. Um finlandês aplica conceitos básicos de química no dia a dia, pois aprendeu na prática; o coreano permanece 11 horas por dia na escola, estudando, praticando esportes, lendo… o brasileiro, em média, cinco horas.

A média geral dos estudantes brasileiros gira em torno de 500 pontos numa prova com valor máximo de mil. Assim sendo, conseguimos chegar à conclusão de que eles são meia-boca. Sabem para passar de ano. Só. Isso sem contar que a prova aplicada no ENEM é relativamente fácil, senão os resultados seriam mais aterradores: como tentar aproximar as escolas particulares e públicas de um país com dimensões continentais como o Brasil em um teste difícil? Impossível. Seria uma vergonha ainda maior para o Poder Público.

E para tentar ser mais justo, o MEC criou uma nova fórmula para avaliar as escolas. O critério agora para a divulgação das notas delas é a divisão em quatro categorias, de acordo com a participação dos alunos de cada instituição de ensino. A mudança ocorreu para reduzir as distorções na divulgação dos resultados.

A primeira faixa reúne os 4.640 estabelecimentos de ensino que obtiveram de 75% a 100% de participação. Neste, das 100 melhores notas, 87 são de instituições particulares. A segunda, 5.444 escolas, que obtiveram entre 50% e 74,9% de participação. A terceira, com as 8.616 escolas de 25% a 49,9%, e a quarta, com 7.399 estabelecimentos e 2% a 24,9% de participação.

Em Cruzeiro, na primeira faixa, destacam-se: Colégio Cruzeiro, INSA-Oratório, Colégio Objetivo e Colégio Dinâmico. Na segunda faixa, o Colégio Educarte encabeça a lista, seguido da ETE Prof. José Santana de Castro.

Fiquei muito feliz com o resultado, até por que as notas de redação dos meus alunos foram as maiores da cidade e do Vale do Paraíba. INSA, Objetivo e Educarte aumentaram muito suas ótimas médias da prova objetiva com a nota de redação. Temos muito a melhorar e queremos isso. As escolas estão investindo, cada vez mais, no treinamento dos professores e aptas a se consagrarem nas próximas provas. Tenho absoluta certeza de que os frutos serão cada vez mais apetitosos. Vamos trabalhar!

10 Respostas to “O (novo) ENEM”

  1. Guilherme Canesin setembro 22, 2011 às 8:59 pm #

    A educação brasileira realmente é algo preocupante, Mas não podemos culpar somente o governo, o método de ensino, as instituições. Também falta comprometimento dos pais na educação de seus filhos.

  2. Guilherme Canesin setembro 22, 2011 às 9:00 pm #

    A educação brasileira realmente é algo preocupante. Mas não podemos culpar somente o governo, o método de ensino, as instituições. Também falta comprometimento dos pais na educação de seus filhos.

  3. Viviane Alves setembro 29, 2011 às 10:50 pm #

    No Brasil, a nota do ENEM é muito relativa, pois juntam as notas de estudantes de escolas muito boas com as notas de escolas não tão boas, é claro, pois é uma avaliação de todo o país. Mas, é por isso mesmo que o Brasil não consegue mostrar desenvolvimento, pois é um país muito grande, que depende mas que tudo, do comprometimento dos alunos, que em alguns casos, é nulo. Deve-se ainda criar um método de tentar aproximar esses alunos de algum modo para que percebam o quão importante é o índice de educação de um país.

  4. Mariana Neves Storto setembro 30, 2011 às 8:46 pm #

    O Brasil tem uma diferença muito grande se comparado a outros países mais desenvolvidos, não só na questão de educação, como na econômica e social. Muita dessa diferença em relação à educação se deve ao fato dos alunos não se interessarem por usar as matérias aprendidas na classe em situações do dia-a-dia.
    Outra razão para isso são os mesmos acharem que as matérias aplicadas em classe não fazem diferença para a vida.
    Os resultados do ENEM em relação ao INSA- Cruzeiro, tiveram uma melhoria significativa de 2009 para 2010, no total de 54,42 pontos. E, em 2011, os resultados só melhoraram. Espera-se que isso aconteça em todo o país, pois resultados bons servem não só para as faculdades, mas para a melhoria da imagem do Brasil diante do mundo.

  5. Marcelo Garcia Junior setembro 30, 2011 às 9:31 pm #

    Na minha opinião o ENEM é uma avaliação do grau de conhecimento do aluno,ou seja uma preparação para um vestibular.
    O Brasil é um país muito subdesenvolvido em relação aos países como Coréia do Sul, Finlândia, e China. Nota-se pelo resultado do ENEM que nosso país está muito abaixo do percentual necessário, até para ele mesmo. Algumas escolas não permitem que todos os alunos façam o exame, colocando assim só os mais inteligentes, garantindo uma nota muito alta. Pensando nisso, o MEC dividiu as escolas inscritas em 4 grupos de acordo com o número de pessoas por cada escola.Essa é a minha opinião.

  6. Maria Claudia Pascoal outubro 1, 2011 às 1:15 am #

    O ENEM em teoria seria uma ótima prova para avaliar o conhecimento dos alunos brasileiros, porém o país é muito grande, com muitas realidades diferentes que deveriam ser levadas em conta para se ter uma melhor avaliação.
    Outra coisa que acontece em nosso país é a manipulação de fatos e nessa caso, de dados, muitas escolas, para conseguir maior status, mandam apenas os melhores alunos em seu nome para prestar a prova em seu nome, ou até mesmo paga ex-alunos para fazê-las, e, nessa tentativa egoísta de ser a melhor de sua cidade ou região, piora ainda mais a tentativa do ENEM de conseguir seu principal objetivo, que é fazer um “raio X” na educação brasileira.

  7. Yasmin Paiva outubro 4, 2011 às 10:45 pm #

    Essa nova forma de avaliar as notas do ENEM será muito boa para que não continue acontecendo a manipulação das pessoas que fazem a prova, isso para a escola sair bem, sair como uma boa escola, um tipo de propaganda mesmo, que é o que acaba sendo no final das contas.
    Sem desmerecer a prova e todo o trabalho feito pelos que preparam-na, acredito que ainda haja muitas coisas a se pensar e trabalhar em cima disso para que a prova se torne algo coerente com a realidade, pois por agora ela não é.
    Muito pelo contrário. Vemos em nosso país, principalmente, uma diferença significativa entre as regiões. Com toda essa diferença, uma prova como o ENEM ser avaliada igualmente para todos não nos revela a real situação das escolas, do nosso país acima de tudo!
    Creio que com dedicação, paciência e principalmente vontade de crescer, de se tornar algo melhor, nosso país pode sim melhorar! O primeiro passo dessa mudança, quem sabe, pode estar no ENEM.

  8. Isabela Gomes outubro 5, 2011 às 12:35 am #

    O ENEM está sendo aprimorado a cada ano, para que possa avaliar a todos os alunos do Ensino do Médio no Brasil. Os resultados na média geral não são lá tão bons e assim como foi citado no texto podemos dizer que são “meia boca”, garantem aos alunos educaçao básica só para concluir o ano.
    Contudo sabemos que nao adianta investir tanto em um exame, sem investir no ensino de qualidade, para que esta seja sim uma prova justa e possa avaliar em um mesmo nível as escolas públicas e particulares.
    Espera-se também, uma melhor qualificação dos professores e um melhor desempenho dos alunos com o ensino, com a finalidade de colher bons resultados como foram os das escolas de Cruzeiro.

  9. Liana Martins outubro 6, 2011 às 11:55 pm #

    O Brasil ainda é um país subdesenvolvido portanto a sua educação não será diferente.
    Ainda é difícil o país entender que a educação é uma prioridade para todos e mesmo com a dificuldade de ser um país muito grande, o governo não faz nada para melhorar essa situação, a única coisa que ele faz é mascarar a realidade do Brasil criando novas regras e aplicando o ENEM com grau de facilidade maior.
    O que se espera é que antes de todos os alunos fazerem o ENEM eles estejam preparados para tal prova e com um ensino de qualidade e que saibam além do básico para melhoria de vida não só deles mais também de todo o Brasil

  10. Elisa Brito outubro 9, 2011 às 4:07 pm #

    O Brasil, ao ser comparado a paises como Finlândia, China e Coreia do Sul, apresenta precariedades em relação a educação, fato que podemos acompanhar diariamente tanto nos noticiarios, como nos resultados obtidos em provas como o ENEM, o que não é suficiente para determinar a total qualidade das escolas, já que a determinação dos alunos é essencial para obter um bom resultado, mas a determinação nem sempre está presente.
    Hoje em dia, a tentativa de evolução nas escolas parece muito mais evidente, já que nota-se a importância da educação para a formação da vida.

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